
PRONTO PRO ABATE
Entre um berro e outro, de bode ou dor, uma estocada surda, uma lapada seca, uma vontade doída de correr mundo, de morrer cedo, de tirar sossego e um medo imundo de ficar doido.
[A gravura peguei de um tal de Samuel Casal(http://www.samuelcasal.com)]
4 comentários:
medo de ficar doido? me identifico...
esse desceu curto e seco, feito morte fulminante, sem anestesia, direto na veia.
acho que esse medo de ficar doido, de correr mundo todo mundo sente, e quem nunca sentiu bom sujeito não é.
me parece que teus textos já nascem prontos, com as palavras certas e as contruções sem retoques. queria escrever assim, sem ficar torturando palavras na tentativa de combiná-las e fazer sentido.
muito bom. muito mesmo.
e esse tal de samuel é bom, hein?! gostei muito
beijo
memórias de um neto de açougueiros, do cheiro salobro do sangue grudando nos pés e do estampido abafado e de um grunhido quase indecifrável.
muito bom hein!
poesia não é pra qualquer um, insisto.
Doida creio que já sou; quanto às outras coisas, já não me dão mais medo. Gostei das coisas que você escreve.
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